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7 dicas vitais que você deve saber para se jogar com estilo no carnaval

Passa o réveillon e a gente só pensa no que???…Claro que é no CARNAVAL né amores.
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Todo mundo sabe que no Brasil o ano só começa depois da

mais incrível festa popular que a gente respeita.

Pensando nisso, nós do CdM resolvemos dar uma mãozinha nas ideias de fantasias, para chegarmos em fevereiro todos trabalhados no visual carnavalesco.
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Primeira dica é:

1. procure looks confortáveis

que não te atrapalhem em meio a maratona da folia.
Até porque se você tiver hora pra chegar em casa, não é carnaval.         looks confortáveis

Lembre-se que

2. no carnaval menos não é mais,

e adereços de cabeça fazem toda a diferença,
mesmo que se percam durante os blocos da vida.
adereços de cabeça fazem diferença

Outra dica supeeeer importante,

3. brilho nunca é demais.

“Se não for pra brilhar, eu nem saio de casa!”
brilho nunca é demais

A liberdade é de todos,

4. boys não precisam ficar tímidos,

podem se jogar na brincadeira também.
Aproveitem que a heteronormatividade perde força nesse período do ano.
tem pros boys

Ahhh… e não esqueça que:

5. bom humor é fundamental

Só assim para aguentar a muvuca do metrô e o amigo dando PT todo dia.use do bom humor

Porque VOCÊ MERECE!

6. permita deixar que o clima de diversão e fantasia te leve,

Esqueça um pouco os problemas, esqueça um pouco a crise e aproveite.

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Para finalizar, desejamos que o seu carnaval seja uma festa de amor e alegria,
e na hora da curtição a gente lembre que

7. não devemos deixar a camisinha e nem o respeito ao próximo em casa

Então se joga Brasil afora que depois de quarta-feira de cinzas só tem folia no ano que vem!


P.S: se você quiser mais inspirações de fantasias dá uma olhada no Pinterest ou no site Rioetc que tem muita idéia bacana pra causar.

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ComportamentoDesignModa

Aos 95 anos a designer Iris Apfel mostra que estilo e personalidade não tem idade

Iris Apfel filha de judeus, nasceu em 29 de agosto de 1921, no Queens em Nova York. Juntamente com o marido Carl Apfel, foi empresária do ramo têxtil, mas teve grande ascensão profissional como designer de interiores, tendo em seu currículo grandes trabalhos como projetos para a Casa Branca para 9 presidentes, cujo último para Bill Clinton.

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Devido ao seu estilo único, eu diria até um pouco excêntrico, em 2005 o The Costure Institute no Metropolitan Museum of Art, em Nova York, estreou uma exposição chamada Rara Avis: A irreverente Iris Apfel, onde várias de suas roupas e acessórios foram expostos em looks montados pela própria. Desde então a maneira de vestir-se Apfel tornou-se ícone e inspiração no mundo fashion.

” Há necessidade de se ter artistas, pelo simples fato de que se eles não existissem, as pessoas murcham sem a arte.”

Apesar de ser assumidamente avessa a tendências e ser adepta da tradição, Iris não se intimida diante do universo pop que a escolheu como musa, já estrelou campanhas publicitárias para grandes marcas como Kate Spade, Alexis Bittar, além de colaborar com uma série de maquiagens para M.A.C Cosmectis.

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Iris tem uma exuberância visual inegável, abusa das cores, estampas, nos acessórios é sempre maxi, ela é a prova viva de que o minimalismo não precisa ser algo imposto com o passar dos anos, e se surpreende ao ser considerada nos dias atuais como cool, já que para ela não utiliza nada muito diferente do que usava a 70 anos atrás.

Afirma não se achar uma pessoa bonita, e que nós deveríamos ser menos focados nos padrões de beleza.

” Sou muito contra cirurgia plástica…Acho que se as mulheres usassem mais desse tempo e dinheiro em suas cabeças elas ficariam melhores.”

Por todos esses motivos, Iris Apfel é aquela senhora adorável e ao mesmo tempo uma grande mulher, a qual com certeza muitos de nós adoraríamos tomar um chá e ficar maravilhados ao escutar suas histórias de vida. Ela quebra as barreiras que ditam que a moda é feita apenas para os jovens, e nos faz pensar de maneira muito otimista que podemos ser quem quisermos em qualquer idade.

P.S: A quem interessar ano passado estreou um documentário sobre Iris que já se encontra disponível no Netflix.

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CriatividadeExperiênciasModaMúsica

Bitch, I’m Madonna

No mês passado, dia 16/08, a rainha do pop, Madonna Louise Ciccone, completou 58 anos. E se você nunca viu com olhos atentos as várias transformações dessa camaleoa, nós vamos mostrar como seu trabalho influenciou e continua inspirando moda.

Madonna sempre teve um estilo audacioso e desde que lançou seu primeiro álbum auto-intitulado nos anos 80, mudou a maneira de vestir e o comportamento de muitas mulheres mundo afora. O meio da música dessa época foi marcado por hits como Like a virgin e um visual cheio de rendas, babados e rebeldia. Seus looks e performances faziam contraponto entre sagrado e profano, e gritavam na cara da sociedade a libertação sexual, principalmente feminina (coisa que mais de 30 anos depois ainda continua sendo tabu em alguns pontos).

                  Madonna início da carreira

O vestido de noiva com o cinturão Boy Toy usado pela cantora na edição do VMA de 1983 e sua apresentação provocativa despertaram além dos olhos da crítica musical  e claro dos religiosos de plantão, também a curiosidade de quem ditava moda naquele momento. E na sua primeira grande turnê no início dos anos 90, a Blond Ambition Tour, Jean-Paul Gaultier cria seu figurino mais marcante até hoje, o famoso sutiã em formato de cone, que enfatizava as formas do corpo feminino e juntamente com as coreografias eróticas, fizeram o papa João Paulo II mobilizar os fiéis a não comparecerem aos shows. O que parece só ter gerado ainda mais mídia em torno do nome da artista.

Com um histórico marcado por rebeldia e sexualidade explicita em seus trabalhos, em 96 Madonna surpreendeu o público em geral ao interpretar Eva Perón no cinema. A partir daí, e com o nascimento de sua primeira filha, Lourdes Maria, no mesmo ano a cantora inicia uma nova fase também em sua música, onde se mostra mais maternal e influenciada pelo misticismo oriente da Cabala.

Madonna em suas várias transformações visuais

Em sua turnê seguinte, Drowned World Tour de 2001, depois de quase 8 anos longe dos palcos, a Diva trás um figurino com várias influências que vão desde os tradicionais trajes escoceses, passando pelo country americano, até a milenar cultura japonesa. Os looks criados por Gaultier, Dsquared e Arianne Phillips viraram uma forte tendência de moda, e todas as grandes marcas e as fast fashion do mundo tinham coleções com essas referências em suas lojas.

Daí em diante, várias das imagens construídas para os seus shows como no caso da Confessions on a dance floor tour, que trouxe de volta a moda os brilhos dos embalos de sábado a noite para as passarelas e ruas, Madonna já passou por várias facetas sempre se reinventando seja em parcerias com novos estilistas, ou se arriscando em novos estilos musicais.

Além disso no decorrer de sua trajetória já foi embaixadora de marcas de renome como Versace, Dolce & Gabanna e Louis Vuitton. E recentemente criou uma linha de roupas em parceria com sua filha, a Material Girl, que faz referência a um de seus grandes sucessos do início da carreira.

Campanhas de moda

Com tantos atributos artísticos e de personalidade única, fica até difícil de dizer se a rainha do pop sempre se inspirou na moda, ou se essa sempre irá buscar referências na grande mulher que é Madonna. God save the Queen!

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ComportamentoCriatividadeModaReflexões

Debaixo dos caracóis dos nossos cabelos existe identidade

O povo brasileiro tem como principal característica não ter uma etnia visual muito definida, eu costumo dizer que brasileiro não tem cara, não tem um padrão físico o qual você olhe e com certeza diga que é do nosso país. Apesar disso ainda temos um preconceito muito enraizado que procura diminuir etnias que fazem parte e que são de grande importância para a miscigenação que carregamos hoje.

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As misturas africanas e indígenas ainda são encaradas de menor valor e o padrão de beleza imposto continua sendo a pele clara e o “cabelo bom”. Direcionando a discussão para esse último, tenho certeza que todo mundo já ouviu, quem sabe até falou, essa expressão como definição de que “cabelo bom” é cabelo liso, é cabelo “domado”.

Tenho visto nos últimos anos a volta da moda dos cachos, e mais do que uma onda de style do momento, tipo: O hit do verão é delineador colorido, dessa vez vejo uma tendência além do hairstyle, uma nova postura de questionamento e quebra dos padrões de beleza o qual estamos amarrados. São homens e mulheres assumindo seu cabelo natural também como forma de resistência, uma maneira de mostrar que o belo também está nas diferenças, e de que construir definições fechadas do que se encaixa ou não nesse conceito não é mais aceitável no mundo de hoje.

O assunto transição capilar, que é justamente o processo que se passa quando se deixa os alisamentos para assumir o seu cabelo natural, é cada vez mais discutido em blogs, grupos nas redes sociais e inclusive em eventos onde os temas abrangidos não são só a questão do cabelo ideal, mas do empoderamento do cabelo que se tem e de sentir orgulho de quem você é.

Todo esse movimento, além das questões sociais e pessoais foi de grande importância para abrir os olhos da indústria de cosméticos a repensar que o mercado tem que ser mais inclusivo, onde seja percebido que tem sim que haver produtos para esse público, mas também temos que enxergar  representatividade real na publicidade e no marketing.

” Se a beleza está nos olhos de quem vê, é certo que esse olhar é influenciado pelos padrões de quem observa . Afinal o que é beleza?

                                                                                                               Umberto Eco – História da beleza.

 

Mediante a todas essas transformações sociais que estamos passando, creio que está se iniciando um novo capítulo dessa história, onde a beleza seja cada vez mais encarada como algo individual e não um padrão imposto ao coletivo.faça-amor6

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ComportamentoCriatividadeModaReflexões

O que a história da moda tem a dizer sobre a padronização de gênero?

Passadas as semanas de moda mundo afora e revendo aqui minhas pesquisas, não pude deixar de perceber que novamente a questão da roupa agênero foi abordada, principalmente nas marcas unissex e masculinas. O que me fez pensar mais uma vez:

Será que a definição do que é roupa de homem e mulher tem mesmo que existir?

Recorrendo a história

Para tentar entender como a diferenciação surgiu e comprovar que a quebra desses parâmetros não é bem algo recente, é necessário recorrer a história da moda.

As roupas masculinas e femininas, até a Idade Média, tinham uma base (o que chamamos de modelagem) exatamente a mesma , a indumentária era basicamente túnicas que se diferenciavam muitas vezes apenas pelo comprimento ou pelos adornos que as pessoas utilizavam, isso porque até o Império Romano a função das roupas era mais para diferenciar classes e posições sociais do que enfatizar os sexos. Tanto que na Grécia Antiga a androginia era algo muito exposto, eu diria até cultuado, principalmente na arte.

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Foi na Europa Gótica que as roupas tiveram diferenças significativas entre gêneros, a partir dai que homens passaram a usar calças e calções. Chegando na Idade Média as diferenças entre sexos tornaram-se mais evidentes não só nas vestes, mas também na maneira como cada um era visto no sociedade. Mudança fortemente influenciada pela concepção religiosa da Igreja Católica em acusar a mulher como culpada pelo “pecado original”, com isso, os trajes femininos passaram a tentar esconder o corpo das mulheres.

Na Idade Moderna as roupas masculinas ficaram muito chamativas e coloridas, era comum para os homens daquela época usarem rendas e adereços atualmente “típicos” do universo feminino. Inclusive, muita gente não sabe, mas se atribui a Luis XV ter difundido o salto alto como acessório de moda, e um fato bastante curioso, é que as mulheres só tiveram acesso a esse tipo de sapato bem depois dos homens que se utilizavam dos saltos para aparentar poder e dinheiro.

Partindo mais para as décadas próximas, quando nos anos 10 Paul Poiret finalmente libertou as mulheres dos espartilhos, deu margem para que na década seguinte surgisse uma nova androgenia: o estilo La garçonne, que significa “a maneira de um menino”, muito usado pelas mulheres da época. Dai por diante com a revolução industrial e a inserção da mulher no mercado de trabalho, cada vez mais peças masculinas passaram a fazer parte do guarda roupa feminino, porque pasmem, mas até os anos 50 mulheres que usavam calça eram consideradas transgressoras dos bons costumes.

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Já nos anos 60 e 70 com a explosão do estilo hippie veio a liberdade sexual e novamente masculino e feminino voltam a ser uma linha muito tênue na moda. Com o surgimento do rock glam, a androginia volta com força, os homens abusavam de brilho, animal print, salto plataforma e muita maquiagem. Em contrapartida a esse “homem feminino”, as mulheres vinham seguindo uma vibe mais minimalista e desforme dos estilistas japoneses como Yohji Yamamoto, que já meio que trabalhavam essa questão da roupa agênero muito antes disso virar motivo pra polêmica nas redes sociais.

A moda sempre foi e é uma maneira de expressar quem somos enquanto pessoa e sociedade, e em um momento onde tanto se discute o terceiro, quarto, o quinto gênero ou simplesmente a inexistência de padrões nele, nada mais natural isso se reverter em novas maneiras de se pensar e produzir roupa.

A meu ver, o desafio de se produzir roupa agênero é devido as diferenças nos formatos de corpos, que principalmente em alguns países como no caso o Brasil são mais acentuadas, mas o fato das marcas estarem começando a se abrir para produzir uma publicidade que seja ferramenta de inclusão já é super importante.

Não é uma questão de impôr que as pessoas não tenham gênero, mas de que tenhamos a liberdade de ser e expressar quem quisermos através da nossa imagem e sem sofrer preconceito por isso.

    Mike Jagger , Patti Smith e Robert Mapplethorpe

 

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CriatividadeModaReflexõesSustentabilidade

É preciso repensar sobre a moda. Vestir é consumir.

Essa semana mais uma “grande marca” de roupa veio a tona nos veículos de informação brasileiros, acusada de produzir suas peças através de trabalho escravo. Nos últimos tempos esse tipo de notícia infelizmente tem sido comum, seja nos grandes conglomerados de moda mundiais ou em marcas de médio porte.

Desde os anos 90 viemos num crescimento desacelerado de consumo, onde as lojas de fast fashion (moda rápida) ditam as tendências, que já deixaram de ser da estação, e passaram a ser a tendência do agora. E é essa pressa impaciente e até mesmo irresponsável de consumir que gera a necessidade de se produzir peças cada vez mais baratas e descartáveis.

o real preço das peças que você usa

Mas será que as roupas que usamos são mesmo descartáveis?

Você já por algum minuto parou para se perguntar o que é feito com aquela roupa que por algum motivo não te serve mais? E mesmo que você diga que fez doação para alguma entidade ou pessoa necessitada, saiba que ainda assim elas geram algum tipo de impacto que você desconhece. Um desconhecimento estimulado pela dificuldade de entendermos que vestir é consumir.

Como bem diz Lilyan Berlim, no livro “Moda e Sustentabilidade: uma reflexão necessária.”:

“A roupa está tão próxima ao nosso corpo que acabamos por não percebê-la enquanto produto. O que vestimos é parte de nós, por isso é mais frequente usarmos de sentimento e da moda para entendermos uma roupa do que racionalizarmos como produto.

Talvez seja por essa razão que, comparativamente à arquitetura e à produção de alimentos, a indústria têxtil e a área de moda tenham demorado tanto a despertar o interesse de pesquisadores e empresários quando se fala de sustentabilidade.”

Se nós avaliarmos a produção de uma roupa, que começa lá nas plantações de algodão, onde são usados altos índices de agrotóxicos, passa pela parte do tingimento e lavagens de tecidos, que além de utilizar uma enorme quantidade de água despeja produtos químicos em mares e rios, e chega até a parte da manufatura, que para obter lucros altíssimos dos empresários utiliza mão de obra escrava ou exploratória de pessoas de países subdesenvolvidos.

Se levarmos em conta todos esses fatores, podemos acreditar que realmente a indústria da moda é a segunda maior poluente do planeta (perdendo apenas para o setor petrolífero) e a que tem gerado graves danos sociais em países como Índia e China.

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Só no Brasil, apesar da queda de 8%, o setor têxtil faturou R$ 121 bilhões no ano passado (dados da Abit – Associação Brasileira da Indústria Têxtil). E com um crescimento previsto de 4% até final de 2016, fica difícil pensar que um setor que mesmo na crise gera tanto lucro, precise de mudanças tão urgentes.

Mas há esperança

Pesquisas no ramo têxtil pela descoberta de produções de novas fibras e fios à partir de materiais recicláveis, desenvolvimento de novas maneiras de se utilizar e tratar a água necessária nos processos industriais, e inclusive novas maneiras de se pensar produtividade e bem estar das pessoas, revelam que algumas mudanças começam a ser feitas.

Mas isso ainda não é o bastante, nós como parte da sociedade temos a obrigação de repensar nossos hábitos de consumo e exigir que as empresas estejam verdadeiramente preocupadas e contribuindo para um mundo melhor.

A quem interessar mais sobre o assunto, eu indico o documentário The true cost que questiona os custos reais da indústria da moda no mundo. Deixo o link aqui embaixo.

 

E para quem quer fiscalizar de perto, sugiro também baixar o aplicativo Moda Livre, criado pelo coletivo Repórter Brasil. O app está disponível nas plataformas de Android e IOS, e disponibiliza dados das principais marcas do mercado referentes às medidas contra a mão de obra escrava. Afinal, quanto mais informação tivermos sobre os produtos que compramos, mais nos aproximamos de um consumo consciente.

E vale sempre lembrar que grandes mudanças começam a partir de pequenos atos que juntamente com respeito e determinação possam em um futuro próximo gerar novas consciências coletivas.

 

 

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CriatividadeModa

Ronaldo Fraga quebrando fronteiras da moda no SPFW

Moda sempre foi uma forma de expressar modificações na sociedade (sim, porque há uma diferença entre moda e estilo, moda tem a ver com massificação). E através dela, os estilistas sempre utilizaram de construções de imagens para contar histórias, ou transmitir a diversidade de culturas que tem mundo afora.

É verdade que o foco principal da moda atual é venda (houveram tempos em que não era bem assim), mas além disso, há outros objetivos que se busca através dela, como trazer a arte e maneiras diferentes de se comunicar para próximo do corpo, traduzindo um pouco de quem somos e de como vemos o que nos rodeia.

Com a globalização cada vez mais rápida, uma tendência que veio e já dura várias estações é a das multi etnias, que gera looks compostos, como uma bata africana, sobreposta com um casaco estilo navajo e um tênis à la rapper americano. Sem título-1

Diversidade total que nos levanta a questão:

Se assim como aprendemos a misturar estilos, será que aprendemos também a ter respeito e tolerância com a cultura alheia? Ou será que continuamos nos apropriando do que gostamos em outros povos, mas sem nenhum real interesse ou empatia?

Nessa segunda- feira, dia 25/04, Ronaldo Fraga apresentou na 41º edição do SPFW, uma coleção inspirada na situação dos refugiados pelo mundo. Situação essa, que existe há muito tempo e em muitos países, mas só visualizamos com maior importância quando ano passado milhares de sírios começaram a “invadir” as fronteiras da Europa, fugindo da guerra civil em seu país.

O estilista quis retratar essas pessoas, que na fuga carregam consigo apenas as coisas mais próximas: as roupas e as lembranças de sua gente. Apesar da forte influência africana na coleção, afinal o ponto de partida foi uma viagem à África, onde Ronaldo viveu por dois meses, nota-se uma mistura de outras etnias.

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Ah! E o mais legal de tudo, além das roupas que são lindas, é claro, é que Ronaldo Fraga convidou cinco imigrantes que agora vivem em terras brasileiras, para participarem no desfile como modelos.

O que resultou numa linda homenagem à força e esperança dessa gente, e crítica à intolerância, que mesmo após tanta proximidade pelas fronteiras, continua sendo o grande mal da humanidade.

Bom, quem ficou curioso para ver, tem aí o desfile na integra. É uma poesia aos olhos e aos ouvidos, porque a trilha também é incrível.

 

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