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7 dicas vitais que você deve saber para se jogar com estilo no carnaval

Passa o réveillon e a gente só pensa no que???…Claro que é no CARNAVAL né amores.
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Todo mundo sabe que no Brasil o ano só começa depois da

mais incrível festa popular que a gente respeita.

Pensando nisso, nós do CdM resolvemos dar uma mãozinha nas ideias de fantasias, para chegarmos em fevereiro todos trabalhados no visual carnavalesco.
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Primeira dica é:

1. procure looks confortáveis

que não te atrapalhem em meio a maratona da folia.
Até porque se você tiver hora pra chegar em casa, não é carnaval.         looks confortáveis

Lembre-se que

2. no carnaval menos não é mais,

e adereços de cabeça fazem toda a diferença,
mesmo que se percam durante os blocos da vida.
adereços de cabeça fazem diferença

Outra dica supeeeer importante,

3. brilho nunca é demais.

“Se não for pra brilhar, eu nem saio de casa!”
brilho nunca é demais

A liberdade é de todos,

4. boys não precisam ficar tímidos,

podem se jogar na brincadeira também.
Aproveitem que a heteronormatividade perde força nesse período do ano.
tem pros boys

Ahhh… e não esqueça que:

5. bom humor é fundamental

Só assim para aguentar a muvuca do metrô e o amigo dando PT todo dia.use do bom humor

Porque VOCÊ MERECE!

6. permita deixar que o clima de diversão e fantasia te leve,

Esqueça um pouco os problemas, esqueça um pouco a crise e aproveite.

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Para finalizar, desejamos que o seu carnaval seja uma festa de amor e alegria,
e na hora da curtição a gente lembre que

7. não devemos deixar a camisinha e nem o respeito ao próximo em casa

Então se joga Brasil afora que depois de quarta-feira de cinzas só tem folia no ano que vem!


P.S: se você quiser mais inspirações de fantasias dá uma olhada no Pinterest ou no site Rioetc que tem muita idéia bacana pra causar.

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ComportamentoCulturaReflexõesViagens

A lição que o carnaval joga todo ano na tua cara

Muita gente já me perguntou qual era o motivo que fazia de mim o único ser que não se apaixonou pelo carnaval do meu estado. Juro que eu tentava pôr na mesa todos os fatos que geravam esse pouco interesse, mas eu brigava comigo mesmo sem uma resposta plausível.

Na época nada ainda me fazia sentido, mas depois de um tempo pude compreender. O problema era que eu não entendia o que era carnaval. Onde quero chegar é que, de alguns anos para cá eu consegui perceber o real motivo que faz do carnaval, O CARNAVAL.

Tirando alguns fatos como brigas, pessoas passando mal, assalto e abuso sexual, hoje eu aconselho a todas pessoas a se JOGAREM no carnaval e eu vou explicar o porquê.

Vamos falar de ex.

Tive uma namorada por volta dos meus 18 anos. Vamos chamá-la de Joana.

Eu e Joana sempre fomos ótimos amigos, e apesar de novos, tínhamos assuntos muito variados durante nosso convívio. Falávamos sobre muitas coisas, comida, música, religião, drogas, sexualidade, homossexualidade, esporte e tudo que vinha na telha.

Joana se sentia confortável comigo para revelar desejos como fumar maconha, atração pelo mesmo sexo, fantasias sexuais e etc., resumindo, assuntos que são tabus sociais.

Qualquer pessoa que tivesse uma conversa de 5 minutos com ela sobre assuntos “proibidos” poderia perceber uma vontade reprimida, que deixava claro a necessidade de ser um “personagem socialmente aceito” acompanhado pela frase “eu não quero falar sobre isso”.

Inclusive foi uma época difícil para a gente. Tentar conhecer a essência de alguém sem que ela se conheça, é praticamente impossível.

Até que depois de um tempo nos separamos e nos aproximamos em uma época de carnaval. Eu estava decidido a me jogar na folia e tentar conhecer o tal carnaval. Bem, foi ela que me ajudou a descobri o que é O CARNAVAL.

Foi uma semana onde Joana se sentiu confortável em fazer o que tinha vontade, sem culpa ou arrependimento…

Tive um estalo na minha cabeça instantâneo e consegui notar que ela havia abandonado o “personagem socialmente aceito”estava sendo quem ela sempre quis ser.

Bem, foi o momento que minha cabeça explodiu e notei alguns fatos bem importantes.

O carnaval nos dá o poder de ser quem somos e fazer o que queremos, e melhor, sem sermos julgados por isso.

Como percebi isso? Foi bem simples.

Olhei ao meu redor e vi pessoas fantasiadas, rindo por nada, cantando, conversando com estranhos e se divertindo como nunca.

Foi quando tudo ficou em silêncio e só ouvi a mim mesmo.

Compreendi que naquele momento você podia ser quem você quiser, uma heroína, um herói, uma mulher, um homem, uma abelha, uma privada, um policial, um Mickey, um homem das neves, enfim, não importava quem você era, o que importava era que ninguém ligava para isso.

No carnaval as pessoas ligam menos para quem você é, elas querem mesmo se divertir, independente de roupa, sexo, orientação sexual, gênero, raça…

Elas ficam mais abertas, mais dispostas a fazer amizades, conhecer pessoas novas, trocar ideias e tudo flui de uma maneira linda. É o lugar onde os rótulos somem, os preconceitos desabam e até mesmo o estresse desaparece, já que todos cantam no vagão apertado do metrô ao invés de reclamar da super lotação.

Consegui descobrir que o carnaval é muito mais que folia, é muito mais que música, é muito mais que dança, é muito mais que fantasia, o carnaval é ser o que você realmente é, é fazer o que quer e ser livre sem que ninguém te julgue.

Acho que todo mundo deveria ter uma dose de carnaval, porque foi isso que ajudou a Joana a se desprender de valores sociais e ser quem ela sempre quis ser. 

E porque todo dia não pode ser carnaval?

Desde então eu só consigo amar o carnaval e posso abraça-lo todos os dias se for necessário.

Até hoje me questiono “Porque todo dia não pode ser Carnaval?”. Não pelo sentido de bebida, de dança ou de folia, mas no sentido de podermos ser quem realmente somos sem sermos julgados (pensando bem, acho que não recusaria a bebida).

Não que eu queira ir para o trabalho vestido de super-homem com uma latinha de cerveja, mas queria poder sair pela rua sem medo de ser quem eu realmente sou, sem medo de um olhar torto e ainda ter a possibilidade de fazer mais amigos.

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Festival anual no Nepal homenageia os cães por serem nossos amigos

Mais leal que qualquer ser humano, mais amoroso que qualquer dia dos namorados e mais família do que qualquer família. O melhor amigo do homem deveria ser homenageado em todos os lugares do mundo, mas como isso ainda não é real, nada mais justo que dar destaque ao festival do Nepal, que leva a homenagem aos cães muito a sério.

Durante o outono todos os Hindus celebram o Diwali, o festival das luzes, mas os praticantes do Nepal, especialmente, têm um dia do festival extremamente emocionante. Chamado de Kukur Tihar ou Khichã Pujã, o dia envolve comemorações voltadas aos melhores amigos do homem e à lealdade que eles nos têm.

Nas festividades, eles são alimentados com bastante comida, marcados com um pó avermelhado na testa como um sinal de sua santidade e ganham colares de flores.

Os hindus acreditam que os cães são mensageiros de Yamaraj, o deus da morte, e celebram a existência desses animais com muitas flores e alimentos.

As imagens são lindas. Enquanto você vê abaixo, vamos torcendo para que elas estimulem aos donos de cães fazerem isso ao redor do mundo.

 

 

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Gabriel García Márquez, Narcos e o Realismo Mágico

Recentemente li o livro “Notícia de um sequestro” do consagrado Gabriel García Márquez, autor de ficções como “Cem Anos de Solidão” e “Memória de Minhas Putas Tristes”. Mas esta obra em especial não se trata de uma história inventada e sim de uma grande reportagem sobre os sequestros de dez pessoas influentes ocorridos na era de Pablo Escobar, o famoso chefe do cartel de narcotraficantes de Medelín. O autor coletou relatos por quase três anos dos protagonistas que participaram do terror dos sequestros.gif

Eu também assisti, antes de ler o livro, a série Narcos, de José Padilha, que tem o mesmo contexto do tráfico na Colômbia, mas é contada através de um policial americano do DEA. O roteirista de Tropa de Elite, by the way, se diz fã de García e, inclusive, já fez uma alusão ao autor no primeiro episódio da série com “há uma razão para o realismo mágico ter surgido na Colômbia”. E é nesse ponto que eu quero chegar.

O realismo mágico é o interesse em mostrar o irreal ou estranho como algo cotidiano e comum. Ele surgiu em um dos períodos mais conturbados da América Latina, entre as décadas de 60 e 70, época na qual os países latino-americanos passavam por processos ditatoriais. A frase de García entra neste contexto, pois os ataques feitos pelos narcotraficantes na Colômbia eram extraordinários. Como diz José Padilha em entrevista à Carta Capital:

Essa inserção de elementos que, teoricamente, são irreais ou mágicos numa narrativa real sempre me interessou. E, para mim, isso é algo que existe na história e na política da América Latina em geral. Tem coisas que só acontecem aqui. A trajetória do Pablo Escobar, de fato, tem essa dimensão difícil de acreditar.(…)Se você imaginar que um narcotraficante contratou um grupo de esquerda – o M19 – para invadir o Palácio da Justiça, destruir provas contra ele, sequestrar juízes… é uma coisa de maluco!

Não vamos esquecer que Pablo Escobar explodiu uma aeronave e matou as 107 pessoas que estavam a bordo.

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Bom, o conceito de realismo mágico apareceu também, recentemente, na reportagem do jornal El País do dia 28 de abril criticando a decisão do governo venezuelano de instaurar uma semana de trabalho de dois dias, segunda e terça-feira, para os funcionários públicos com o objetivo de combater a escassez de energia. Leia na íntegra: http://brasil.elpais.com/brasil/2016/04/27/opinion/1461778834_588397.html

Pergunta: para você, a alusão ao realismo mágico se insere no Brasil atualmente?

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