A relação entre a sétima e a oitava arte

Vivemos em uma era onde o termo Google virou verbo e o vídeo ganhou vida e se multiplicou em diversas telas que nos cercam onde quer que a gente vá. O mundo gira em torno da comunicação, do conhecimento, do áudio e da imagem.

O cinema e a televisão são dois importantes meios de propagação de informações, ideias, conceitos e tendências. Mas a relação entre esses dois veículos é cheia de pré-conceitos, e as vezes nem percebemos.

Por exemplo, quando alguém fala “Muito bom aquele filme do Fritz Lang” ou ” Almodóvar me decepcionou dessa vez”, dá uma impressão de que a pessoa é cult, cheia de intelecto. Agora, “Caramba, Avenida Brasil está boa de mais, viu o que a Carminha fez essa semana?” ou ” Tenho que chegar em casa rápido pra não perder a novela das seis”, o que vem na cabeça de alguns é: pessoa sem conteúdo controlada pela mídia manipuladora.

O cinema é a sétima arte, a televisão é a oitava, mas ninguém fala nisso, já que todo mundo tem TV em casa. Brincadeiras a parte, de fato houve um choque direto entre esses dois veículos no início da década de 1950, com o início das transmissões regulares pela TV nos Estados Unidos.

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O cinema que até então homogeneizava o entretenimento audiovisual, agora tinha que disputar espaço com a televisão, que fornecia o conteúdo de graça e no conforto do lar. Com o fim da Segunda Guerra Mundial, a TV começou a se estabilizar como o maior veículo de comunicação de massa do planeta e o cinema teve que se adaptar. Houve quem achasse que o início da TV era o fim do cinema, mas deu pra ver que essas pessoas não sabiam muito bem prever o futuro.

Em mais de um século de história, o cinema construiu uma linguagem com códigos que facilitam a compreensão e imersão do espectador na história. E como ‘nada se cria tudo se transforma’, a TV elaborou suas produções tendo o cinema como nítida referência e inspiração. Se a personagem de uma novela descobre que está grávida e na próxima cena ela está em um hospital com um bebê no colo, você deduz que se passaram nove meses. Ninguém precisa mais escrever isso pra você.

O cinema e a TV são produtos distintos que partilham a mesma linguagem audiovisual, mas proporcionam experiências completamente diferentes. A gente assiste TV mexendo na internet, plantando bananeira, comendo e etc. Agora, a ida ao cinema traz consigo um ritual.

Veja se não é assim: escolher o cinema que mais te agrada (ou o mais perto de casa); escolher o filme (o que as vezes é uma odisseia quando estamos acompanhados); comprar os ingressos; comprar a pipoca (para alguns é fundamental); e por fim ficar em uma sala escura preso aquela única grande tela junto com outras centenas de companheiros de poltrona (sem mexer no celular, mas nem todos respeitam essa regra básica).

Para o Caras do Mundo não há ‘guerra civil’ entre esses dois meios. Aqui, o cinema e a TV dialogam, geram debates, e assumem juntos o seu lugar de extrema importância na formação cultural de nós ‘tupiniquins’. Fiquem ligados, comentem, critiquem, compartilhem.

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Até a próxima!

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