Quem precisa de juízo quando seu talento transcende esses limites?

“Excêntrico” pode parecer uma palavra clichê ou superficial, mas não quando estamos falando de Tom Zé. Segundo o dicionário Aurélio, excêntrico é aquele que está “situado longe do centro ou da parte mais frequentada da povoação”. E assim podemos definir em essência o show do Tom Zé.

No último sábado, 30 de abril, fui até o Circo Voador apreciar mais um show de um dos meus artistas preferidos (inclusive dei o nome dele a um cachorro que tive na infância 😛 ). Já fazia um ano que não via Tom Zé ao vivo e isso me fez criar muita expectativa.

Cheio de desenvoltura no palco, Tom Zé ainda me surpreende no alto de seus quase 80 anos de uma vida dedicada quase toda dedicada à arte. Tão fortes quanto suas músicas são suas palavras em cima do palco, tudo na ponta da língua, nada fica para depois: política, geração y, grande mídia, entre outros assuntos que surgiam em sua cabeça e ele não exitava em expôr.

Em alta agora na TV, Tom Zé ironizou sua repentina reaparição na grande mídia depois de anos à margem dela:

“Do nada, depois de anos, eu virei o galã das novelas”.

Em “Velho Chico”, novela das 21h da Rede Globo, Tom Zé marca presença com 3 músicas: “Dor e dor”, “Senhor Cidadão” e “Um oh! E um ah!”.

Tom Zé é um artista ímpar, fora do centro, sem meio termo, daqueles que amamos ou odiamos. Se você ainda não conhece seu legado, indico três músicas que não saem da minha playlist.

Tribunal do Feicibuqui

Geração Y

XiqueXique

E se em toda loucura pode haver genialidade, tá aí um grande exemplo de um louco genial e totalmente nu de barreiras e preconceitos.

Vida longa, Tom Zé!

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