Rihanna + Tame Impala, como assim?

Pois é, Rihanna roubou a cena com seu novo álbum “Anti”. Mas por incrível que pareça o que mais me chamou atenção foi o cover de Same Ol’ Mistakes do Tame Impala, que normalmente é interpretado por Kevin Parker.

Pra mim foi um susto, que gerou uma reflexão imediata sobre sermos nascidos e criados em um meio social onde somos totalmente induzidos a sermos estereotipados a todo tempo.

Por que pensei nisso? Afinal, é meio que um choque pra qualquer um ver uma interação direta entre duas tribos um tanto quanto distintas.

O que eu to falando? Tá, vamos lá. Você que é roqueiro automaticamente recebe um “manual” sobre coisas que deve ou não gostar. Concorda? Não? Então vamos do 0.

Desde que o rock é rock, ou continua sendo rock, já recebemos diversas definições sobre o mesmo. Metal, Indie, Grunge, Rap Metal, Rock Psicodélico entre outras diversas opções. E é muito claro e fácil analisar o como essas tribos mesmo todas sendo consideradas rock, ainda conseguem se desentender entre si mesmo. E mesmo todas elas tendo referências lá de traz como Jimi Hendrix, Beatles, Led Zeppelin, Black Sabbath e outros como referências, ainda criam preconceitos e grupos isolados que tenta sempre impor qual realmente melhor. E no fim das contas o melhor é o cada um considera pra si mesmo, gosto é gosto.

(Falando em “gostos”, da uma olhada no que o Henrique Rocha fala sobre em, “A música resumida ao social e cultura“)

E isso não se da só na música, somos automaticamente forçados a não gostar de coisas que nem conhecemos, seja Romero Britto, Paulo Coelho ou até mesmo o Faustão.

Esse é o ponto que quero chegar.

Falando de grupos totalmente distintos como Rihanna e Tame Impala, é incrível pra mim ver como é bacana quebrar essa barreira. Apesar de terem uma pequena fatia de um público em comum (como eu por exemplo), eu acho essencial (por mais que não tenha sido intencional) criar esse discurso. Talvez seja porque pessoas são muito preconceituosas com certos tipos de música, e meio que aprendem a não gostar sem ao menos saber o que é e como surgiu tudo aquilo.

No fim das contas eu acho que essa parceria é uma grande abertura pra possíveis conhecimentos e até mesmo diminuir uma quantia de preconceito musical. Fica dica para escutar mais coisas que não conhecemos e ai em baixo deixei as duas versões pra deixar seu dia mais feliz e quem sabe até mais construtivo.

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3 Comentários em "Tchau, Preconceito Musical"

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2 anos 5 meses atrás

Ressalto aqui a parceria que rolou no último Lollapalooza entre a rapper Carol Conka e a funkeira Mc Carol (de Niterói!), que segundo opiniões, transformou o Lolla “numa filial do Baile de Favela”, abordando ainda o feminismo, o empoderamento e a música como instrumento universal da diversidade.

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[…] e a diversidade das músicas, vale a pena dar uma conferida no texto do Raphael Bueno ” Tchau, Preconceito Musical […]

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[…] barreiras sociais, como preconceitos e esteriótipos. Já falamos inclusive, por aqui e por aqui, como a música pode ajudar no processo de desconstrução pessoal […]

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