Ou soma ou some

A real é o que mundo já mudou, só fica pra trás quem quer.

Enquanto as pessoas ainda insistem em preconceitos, a Natura já apoiou campanha a favor da diversidade, e seu resultado foi ótimo. Já a C&A tentou o mesmo, mas com movimento sem gênero, que de sem gênero não tinha nada.

Ihhhhhhhhhhhhhh deu ruim!!!

Discutir temas que envolvem preconceito, feminismo e movimentos parentes, é um tanto quanto perigoso para uma marca, apesar de que, feito da forma certa, gera um resultado e tanto. Sem falar do fato de cairmos na linha tênue entre ética e moral. Eu sempre me questiono, “até que ponto é interessante uma marca se aproveitar de um movimento social em busca de resultados financeiros?”, daí surge a dúvida.

Esse tipo de conceito é chamado de “Marketing para Causas Sociais”, é basicamente quando uma empresa detém de um conteúdo social, em busca de retorno financeiro.

A maioria consegue obter resultados ótimos, e ainda assim, fazer o bem. Porém a prática continua sendo considerada como um processo insustentável, já que o trabalho só visa um retorno, lucros. Mas também vale a reflexão, já que são elas que detêm boa parte de nossa estrutura cultural e de nossas linhas de influencias. Então basicamente, são elas que ditam as regras.

E já que dominam toda essa mídia, porque não tentar trabalhar com um sistema sustentável. Que busque não só evolução financeira, mas também social?

A verdade é que penso assim, por conta de  já ter sido influenciado por campanhas semelhantes.

Um modelo claro disso é uma campanha da Always, que se chama “like a girl”. Ela questiona o uso do termo, e faz uma reflexão entre a diferença de percepção de crianças e de adultos. Com o vídeo é possível perceber que os adultos tendem a enxergar que fazer qualquer coisa “like a girl” é considerado como uma fraqueza ou dependência. A campanha consegue deixar claro que todo esse questionamento sobre o termo, tem sim um fundamento e precisa ser reformulado. Aliás, eu fui umas das pessoas que se questionou. Segue o vídeo:

 

E agora foi a vez da Avon, ela quis mostrar sua representatividade e decidiu escolher a drag queen Pabllo Vittar para participar da sua nova campanha, “Louca Por Cores”. Até o momento foi divulgado apenas um GIF da cantora posando com um batom da marca, se liga:

 

Ainda no facebook, Pabllo comemorou a iniciativa:

“Muito feliz por fazer parte da nova campanha da Avon! Parabéns pela iniciativa e pela representatividade.”

E em resposta a Avon agradeceu o apoio de todos os consumidores:

“O mundo tá evoluindo e é importante a gente crescer com ele. Claro que assim como todo mundo, temos muito a desconstruir, mas esse já é o primeiro passo em direção a um mundo mais justo!”

É nesse momento que temos que refletir sobre a importância desses tipos de campanha. Você acredita que isso vai gerar resultado para empresa e para movimento social?

Na verdade, é só a gente ler os comentários:

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Eu acredito que ela pode ter acertado em cheio.

Afinal, hoje o certo não é ser branco, negro, loiro, moreno, mulher, homem, baixo, alto, transsexual ou homossexual. Hoje o certo é ser, ser o que você é e respeitar o que os outros são, apenas isso. E o que falta é a representatividade.

É ai que a Avon acerta, ela deixa de ser oportunista para se tornar influenciadora. Ela nos ensina a ver o outro lado da moeda, a enxergar o quanto é importante pra minoria ter uma representatividade, o quanto é importante poder ter alguém com quem se espelhar e se identificar. É mostrar que devemos entender mais um pouquinho sobre as dificuldades que todas essas pessoas passam e fazer o máximo para apresentar as soluções.

Esquecendo a questão de ser sustentável, se a proposta da campanha nos faz refletir podemos lhe dar um ponto na questão social? O que acham? Eu acho que sim.

Enfim, de qualquer forma, essas pessoas merecem e devem ter espaço!

Está ai. Parabéns a Avon. Ganhou personalidade, visualização, fãs e um papel nesse movimento social.

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4 Comentários em "Avon + Pabllo Vittar | Oportunismo ou Representatividade?"

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Pedro Cruz
Visitante
Pedro Cruz
1 ano 1 mês atrás

Eu gostei muito desta estratégia da Avon. Taí! “Estratégia” é a palavra que devemos discutir. Até que ponto esta ação é uma estratégia e passa a ser de fato parte da personalidade da marca? É mesmo o que ela acredita, ou apenas está se apropriando da causa numa comunicação?
De qualquer forma, acho válido este tipo de ação, principalmente neste período de transição cultural que estamos vivendo.

Glaucio Gonçalves
Admin
1 ano 1 mês atrás

Excelente, Rapha. Eu vejo esse tipo de ação de forma positiva. Há de fato uma contribuição da marca ao amplificar causas sociais, independente do lucro ser um fim. Seria utopia a gente esperar que uma marca (que nunca será uma pessoa) tivesse uma consciência social acima da corporativa. Só me incomoda muito quando vejo um belo comercial e no final descubro que por trás há uma marca que nada tem a ver com a mensagem, como bancos ou seguradores, por exemplo. Rola aquela frustração: “Que lindo comercial, pena que é da #####”.

Fátima Bueno
Visitante
Fátima Bueno
1 ano 1 mês atrás

É maravilhoso está no mundo e fazer parte das coisas mais bela que há nele

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