"Fulano cobrou X, não dá pra fazer por menos?" "Tem desconto se eu levar um grupo pra fazer?" "Quanto sai? Tá caro, assim não dá pra fazer." Depois de ler isso, você nunca mais vai repetir essas frases.

Designer, grafiteiro, programador, artista plástico, músico, filósofo… Enfim, existem diversas profissões que são desvalorizadas no Brasil, assim como o tatuador.

Na maioria dos casos é muito cansativo lidar com certas situações, ter que ouvir “seu trabalho não vale tanto” ou “se você pode fazer por menos, porque fulano fez por x”, são momentos extremamente chatos e constrangedores. Ainda mais para quem está no mercado há tempo e procura estudar para melhorar seu serviço, essas expressões se tornam uma afronta.

Sabendo disso, o Tattoo Week (maior feira de tatuagem da América Latina) montou um stand em seu evento com intuito de mostrar aos clientes que é sim importante a valorização do trabalho do tatuador. O evento rolou nesse fim de semana, nos dias 22, 23 e 24 de Julho de 2016, no Expo Center Norte, na cidade de São Paulo.

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Como funciona o stand?

O stand oferece espaços para que os tatuados tenham a experiência de estar por traz das máquinas de tatuagem. É um local que nenhum estúdio oferece para os clientes e que pode valer muito. Os responsáveis pelo o stand eram o Alexandre Platini e o Renan Santos.

De início já é possível perceber que o trabalho não é tão simples quanto pensam.

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Funciona da seguinte maneira. A pessoa entra na fila e quando chega sua vez, ela senta na mesa do “tatuador”. Existe uma pele sintética para os primeiros traços, antes de utilizar a máquina.

E o problema já começa quando você tenta desenhar na pele com a caneta, é muito difícil manter o traço reto, e com a máquina então, é 10x vezes mais difícil.

Eu e Vitor também entramos na brincadeira e confessamos que não fomos feitos para isso. A técnica é muito difícil, envolve passar vaselina, jogar a biqueira na tinta, pisar no pedal, tatuar e ainda limpar com papel o tempo inteiro a tinta que sobra para ver como está ficando o trabalho. Ou seja, não basta apenas ter bom no traço, tem que ter muita paciência.

Sem contar que tatuar não é apenas desenhar e ter paciência.

O processo de desenho na pele é totalmente diferente de desenhar no papel por exemplo, são técnicas bem distintas. Isso sem levar em considerações todo o material gasto por eles, que vai desde tinta, luvas, plásticos para evitar contaminação, papel, energia, stencil, máscara, produtos para pele e por aí vai. Já dá para saber que é muito mais complexo do que se parece, não é?

Por isso, é super recomendado a experiência, vale muito a pena tentar tatuar e se por do outro lado da situação. Depois de tudo isso é possível perceber que fazer uma linha reta numa máquina de tatuagem é muito mais difícil do que parece e automaticamente podemos dar mais valor para quem realmente sabe fazer o negócio.

Pode ter certeza que qualquer um que tiver essa experiência, vai se propor a pagar bem caro quando for encarar a agulha.

Abaixo deixamos nossos desenhos para vocês entenderem que o negócio não é para qualquer um mesmo:

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