Quando o computador deixa de ser um escudo

Que a internet facilita e muita nossas vidas é verdade, mas vamos combinar que existem muitas pessoas que a usam sem a melhor das intenções.

Afinal, hoje ainda é muito normal (e não deveria ser) vermos agressões e discurso de ódio na rede, que deixam claro que problemas relacionados ao preconceito por gênero ou raça são reais e devem ser combatidos. Mas a questão é, o computador ainda é usado como escudo por pessoas que acham que “simples comentários” no Facebook nunca virão à tona no “mundo real”, não importa o quão ofensivos.

Porém a ONG Criola (organização que atua a partir da defesa e promoção de direitos das mulheres negras) lançou no ano passado a campanha “Racismo virtual”, que mostra ao “mundo real” o quanto é repugnante suas “simples mensagens” deixadas na internet.

A ONG aproveitou o caso que ocorreu em Julho do ano passado com a jornalista Maria Júlia Coutinho, a Maju, apresentadora da previsão do tempo no “Jornal Nacional”, quando foi vítima de racismo na internet. E criou uma ação (que inclusive foi premiada em cannes), em parceira com a agência de publicidade W3haus, que espalhava outdoors próximo de ondem viviam os autores postagens de racismo contra a jornalista.20151110092814772780o20151110092821930165eimagem_release_5343216719db50-9833-11e5-b908-63028985ea04_rac01A campanha foi um sucesso e nesta semana foi lançado um vídeo ilustrando. Nele, um dos agressores decidiu mostrar o rosto e se retratar, cara a cara, com uma das vítimas de racismo. Dá uma olhada no vídeo, é de arrepiar:

E você, já parou para pensar quantas vezes foi preconceituoso hoje “sem perceber”?

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