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ReflexõesSocial

A Quarentena Privilegiada

Eu acordei. Mais um dia. Acabo de me dar conta que se passaram mais de 100. Bem, pelo menos eu acordei, na cama, com café e com um belo jardim nos fundos da minha casa. Afinal, é sempre bom lembrar dos privilégios.

Particularmente, acho que se não passasse tanto tempo em casa eu nunca iria saber o quão bonita é a luz que entra aqui. Quem diria, eu, o cara que mais se nega ficar em casa, estar tão conectado com o próprio lar. O escritório já não faz mais parte da rotina, e talvez isso me magoe um pouco, mas só de lembrar que a necessidade de sair de casa não é um fato que me faz perder o emprego, o dia fica mais bonito. Traçar novos objetivos tem sido minha força, reformulando meu futuro, entendendo sobre minhas escolhas e também o que é mais importante pra mim, a vida, a minha e a de todos.

O dia acabou, meu turno se foi, e o “até amanhã” já foi enviado através do “enter”. Sem palavras ditas, só um texto, que mesmo sendo difícil de ler todos os dias, tem gente que estaria agradecendo por poder enviar essa mensagem de segunda a sexta.

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Raphael Bueno

O autor Raphael Bueno

​Suburbano do mundo, publicitário por opção e skatista nas horas vagas. Tem como bordão a frase “só vamo”, registra momentos com lentes e tem como par romântico o fone de ouvido. Está sempre a procura de lugares atípicos, companhias aleatórias e trocas memoráveis.

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