Paz Mundial? E por onde você começa?

Eu estava me questionado filosoficamente vendo Miss Simpatia. Sim, aquele filme que passa todo domingo na TNT. E não, esse texto não será uma crítica ao filme e sim uma simples cena que me fez pensar. Cena esta que as misses respondem a pergunta que faz parte da avaliação do concurso: “Qual seu maior sonho?”.

E satiricamente todas respondem: “A paz mundial.”.

Acabei parando pra refletir sobre essa utopia que todos desejam, mas poucos a questionam e tampouco agem.

Primeiro partimos do óbvio.

O mundo é grande (muito grande) e que somos pequenos quanto indivíduos, porém, somos grandes unidos. O que nos leva a segunda parte, a que impede a constatação da primeira:

Somos muito individualistas!

Conclusão, o câncer do mundo é o individualismo e a solução é falha quando a tornamos um paradoxo: as pessoas só conseguem se colocar no lugar do outro quando já passaram pela mesma situação. Se colocar no lugar não é dar conselho, não precisa viver para saber.

Ou seja, é até muito comum pessoas intolerantes, de mente fechada ou pessoas insensíveis não conseguirem entender, ajudar ou aceitar problemas simplesmente por não fazerem parte da sua realidade. Isso pode ser até plausível e comum, mas não deveria ser o normal. O erro está quando a “nossa realidade” se trata somente do que acontece na nossa vida particular e não na nossa vida social. Se convivemos com minorias, e se elas estão sendo inseridas… Porque afagar essa força? Porque torná-la não importante só porque você não faz parte?

A cegueira e o veneno do individualismo não se trata só de lutas, um mendigo, uma pessoa doente, uma velhinha que puxa papo do nada sobre o tempo… Um simples retorno de gestos sinceros podem mudar o dia de uma pessoa.

Coisas simples marcam, como um dia em que estava no ponto de ônibus às 6h da manhã e uma senhora me disse para não ficar triste, mas eu só estava com sono. Ela se moveu e me comoveu. Nem me lembro do rosto dela, mas sempre vou lembrar daquela atitude.

Quantos dias podemos salvar um dos outros sem sermos nada um pro outro?

Se o individualismo é o câncer do mundo, uma simples troca de energia pode ser a cura.

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