Você vive hoje o que acha que vai viver amanhã

Você certamente já ouviu falar de uma série chamada Black Mirror, correto? Se não, pare de ler agora mesmo, abra seu Netflix e prepare-se para momentos incríveis de reflexão. Aos que assistiram, ou já ouviram falar, vou comentar umas coisinhas aqui.

*Não contém spoilers

Comecei a assistir essa série por pura curiosidade. Não aguentava mais entrar no meu Facebook e ver inúmeras postagens sobre ela. Li algumas coisas a respeito e vi que as pessoas a definiam como uma série que se baseia no futuro, no avanço tecnológico e nas consequências de tudo isso.

Fui lá assistir esse fenômeno e me deparei com um primeiro episódio bem perturbador.

Continuei assistindo e posso dizer que todos os episódios geram um certo impacto por suas mensagens, por suas imagens e contexto.

Black Mirror me fez refletir muito sobre a vida conforme ia assistindo cada episódio. Após assistir quase todas as temporadas completas, concluí uma coisa que pode gerar espanto em algumas pessoas:

Black Mirror não fala sobre o futuro. Não fala sobre um tempo hipotético ou sobre um mega avanço tecnológico. Black Mirror fala sobre o hoje.

E sabe por quê assusta tanto? Porque (quase) todos os episódios foram produzidos de forma exagerada para que as pessoas possam refletir e perceber o mundo em que vivem no presente.

O mundo anda doente, intolerante e absurdamente preconceituoso. Sei que isso não é de agora. Sei que talvez tudo isso não passe tão rápido.

Essa série fala sobre isso. Mostra um mundo tecnologicamente evoluído, mas socialmente doente. Mostra equipamentos surpreendentes, mas pessoas incapazes de usar tudo isso da melhor forma possível. Black Mirror fala dos homens e mulheres em uma vida atual.Essa série só me fez perceber que não importa a tecnologia do futuro, não interessa se vai haver uma lente que filma, um botão que transporte, um celular que avalie. As pessoas precisam de mais compaixão, de mais respeito, de mais amor.

Precisamos evoluir interiormente porque só assim vamos poder mudar o mundo ao nosso redor. Precisamos quebrar nossas barreiras internas, lutar contra nossos limites para que possamos buscar o bem comum, o que é bom pra todos e assim evoluir enquanto sociedade.

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