Ou seria agudo?

[ coloque sua batida preferida para ler esse texto ou escute essa aqui ]

Já sabemos que a cultura é uma das ferramentas mais sinistras para quebrar barreiras sociais, como preconceitos e esteriótipos. Já falamos inclusive, por aqui e por aqui, como a música pode ajudar no processo de desconstrução pessoal também.

E agora, apresento a vocês mais uma grande arma contra a intolerância:

A bunda e seu balançar.

A origem do rebolado da dança remonta a pré-história e começou em diversas culturas com batidas, sincronizadas ou não, dos pés no chão e/ou de palmas. Usada exclusivamente para rituais religiosos, os movimentos buscavam conectar o povo à algo superior, transcendental.

Com o desenvolvimento cultural e humano, a dança se desenvolveu pelo mundo e pelo nosso corpo, saindo de nossos extremos, mãos e pés, e indo em direção ao nosso centro cada vez mais, nossa cintura, nossa BUNDA!

Dançar, hoje em dia, não é mais uma ação exclusiva à rituais religiosos, mas continua tendo sua importância transcendental ao nos reconectar com formas e culturas passadas, seja de séculos atrás ou da noite anterior.

Se eu rebolo, logo existo

Além do caráter social, a dança também é prova da individualidade humana, promovendo cada face desse mundão, que ao dançar empodera seus próprios membros através de uma forma exclusiva de se apresentar ao mundo, de BOTAR A CARA NO SOL.

Ser é ser percebido e bater o pé, a cabeça ou bater o cú é dizer para si mesmo e para o mundo: OLHEM O QUE A CAPACIDADE DE SER EU, ME PERMITE FAZER.

Por que parou, parou por quê?

Com a linda diversidade cultural que existe no nosso mundo, triste é aquele que ainda não encontrou um estilo ou música perfeita que o faça sair do chão, ou descer até ele.

E se já encontrou e fica se policiando para ficar parado sempre que toca, OPRIMIDO ÉS TU. Vamos tratar isso aí,  parça. Tá com medo de dizerem que você não sabe dançar? Ninguém tem esse direito.

Que doido seria você não sorrir do seu jeito porque dizem que é errado,
Que doido seria você não poder se vestir do seu jeito porque dizem que é errado.
Que doido é você não amar do seu jeito, porque dizem que é errado.
Que doido é você ter vergonha de curtir a batida que você ama porque dizem que é errado.

É errado ser você?

Rebole, desça até o chão, sambe na cara dos preconceitos, ou se preferir, bata o pezinho em cima dos esteriótipos e de quem acredita que pode calar quem você é.

Depois diga pra mim que grave é esse que teu bumbum balança e vamos dançar juntos, com tanta gente se movendo vai ser difícil sustentar barreiras tão irracionais. E se alguma barreira persistir te incomodar, aumente o volume e dance a su manera, só não represe a força transcendental da música pelo seu corpo.

Viva o grave, viva o agudo, viva você!

BÔNUS:

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