Enfim iniciamos a aventura rumo à uma das 7 maravilhas do mundo moderno

Acordamos as 6h da manhã, já parcialmente prontos, terminamos de arrumar nossas mochilas de ataque vermelhas <3 e guardamos os mochilões no depósito do Kokopelli.

Assim que terminamos o café, a van da WM Explorers, agência em que fechamos o tour à Machu Picchu já estava nos esperando e nos chamando na porta, como combinado no dia anterior.

Depois de entrarmos, a van ainda passou por outros diversos hostels pegando outras pessoas, e depois ainda seguimos para uma oficina em uma parte mais periférica de Cusco, onde nossas bicicletas embarcaram.

Há diversas formas de se chegar à Machu Picchu e iremos falar delas por aqui depois em publicação específica. Nós optamos pela Inca Jungle Trek de 3 dias, que conta com downhill, tirolesa, rafting e trekking, ufa! um dos tours mais radicais e mais em conta também.

Abra Cadabra Malaga!

Depois de quase 2 horas embarcando pessoas e bicicletas, seguimos para o primeiro destino: Abra Malaga. Antes de chegarmos, o percurso contou com uma parada numa venda em Ollantaytambo, onde pudemos comprar água, biscoito e ir ao banheiro. Tudo bem caro, por sinal, gastei S./14 em duas garrafinhas de água e um pacote de club social.

Se aproximando de Malaga, o clima que ao sair de Cusco estava bem tropical começou a ficar bem frio devido a altitude que voltada. Conforme íamos subindo a paisagem ia ficando mais foda também, considerada uma das mais belas travessias da América do Sul, a passagem de Malaga atravessa a Cordilheira dos Andes, dividindo a parte mais árida, da parte mais amazônica do Peru e nos dando uma visão sem igual do Vale Sagrado dos Incas.

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Quando enfim chegamos, estávamos a 4.330m de altitude, paramos em uma base no topo da estrada e nos preparamos para a descida em direção à Santa Maria, que estava do outro lado da montanha, à 1.400m de altitude. Outras 3 vans também chegavam por ali com outros grupos para iniciar o downhill.

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Pegamos a bike, ouvimos algumas instruções, como a de se manter em fila no lado direito da estrada, colocamos os equipamentos de proteção e nos tornamos mochileiros radicais:

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Depois de tudo encaixado, começamos a aventura.

Taca-lhe pau!

A estrada é toda de asfalto e conta com alguns trechos com cursos d’água em que você sai todo molhado se não freiar. Eu saí todo molhado. Raphael, que estava com a GoPro no capacete, disparou na frente, eu e Vitor fomos atrás. E entre alguns carros, caminhões, muitas curvas e precipícios, os grupos iam se ultrapassando.

Eu sou apaixonado por bicicleta, eu sou apaixonado por natureza, estar ali, naquele momento, contemplando aquela vista daquela forma, foi um dos pontos mais lindos da viagem e da minha vida. Esqueci até do meu espírito competidor, não queria passar ninguém e parava por diversas vezes para tirar fotos e admirar as montanhas.

Para ficar mais perfeito, eram mais de 50km de descida e até a primeira parada, foram quase 2 horas de downhill entre paredões, penhascos, e vistas fantásticas de alguns picos nevados.

Quando cheguei ao ponto de encontro do meu grupo, Raphael já estava lá, relatando quase ter caído ladeira abaixo por ter olhado para trás em um determinado momento. Vitor apareceu logo depois e quando a van do nosso grupo chegou, iniciamos a segunda parte da descida.

Dessa vez eu quis correr e ultrapassar todo mundo. E tirando o Raphael que entre algumas ultrapassagens sempre seguia na minha frente, eu estava conseguindo. Até que então… minha bicicleta resolveu dar PT: algo prendeu na corrente, o que me fez ter que fazer o esforço dobrado para pedalar, e depois de eu tentar tirar, a bendita corrente passou a soltar a todo momento.

Eu parava no meio da estrada por diversas vezes vendo todo meu esforço passando por mim. Umas 3 pessoas pararam para me ajudar, mas não tinha muito jeito e a corrente persistia em sair.

Cheguei com muito esforço no destino final quando todos já estavam lá, me coçando bastante graças aos ataques dos mosquitos. Após guardar os equipamentos, voltamos à van e seguimos em direção ao restaurante em Santa Maria, onde íamos almoçar.

El almuerzo

Comemos a clássica sopa de entrada e depois o clássico pollo (frango) com arroz. Depois de algum descanso o grupo se divide: quem fechou o tour de 4 dias se hospeda ali em Santa Maria e quem optou pelo de 3, escolhe entre ir às águas termais ou fazer o rafting e depois parte no mesmo dia para Santa Tereza. Como já tinha águas termais demais nesse mochilão, já havíamos decidido pelo rafting, é claro.

Vai molhadão! \o/

Entramos em uma outra van e fomos em direção ao Rio Urubamba, rio que nasce nos Andes e corta todo o Vale Sagrado. Depois de colocar os equipamentos, ouvir as instruções de como se deve remar e o que se deve fazer ao ouvir get down!, o grupo se divide entre os botes e entramos no rio.

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O rafting de nível 3 dura 2 horas, 2 geladas horas remando pra trás, pra frente enquanto você quase é arremessado do bote em algumas ondas que eu exageradamente poderia apostar que são de nível 6. Foi mais uma experiência foda à caminho de Machu Picchu, intensificada com gritos de guerra “vai safadão!” e “é baile de favela!”.

Para fechar o primeiro dia de #InkaJungle: Rio Urubamba agitado e mochileiros molhados. #GetDown! #mochilãocdm

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A aventura termina com o dia anoitecendo já, encontramos a van na margem do rio e voltamos ao ponto em que almoçamos. Chegando lá, nos secamos e partimos em direção a Santa Tereza por uma estrada escura que beira um penhasco. Depois de quase 1 hora, chegamos ao último destino da noite sãos e salvos.

Fomos hospedados em um quarto para 4 pessoas, juntos com uma belga que trabalhava na Bolívia e viajava pelo Peru. Tomamos um banho meio quente, meio frio e aguardamos o jantar.

Depois de encher a barriga em um animado mesão, onde conversamos com uma família de Lima, um grupo de amigos israelenses e a nossa companheira de quarto, todos no mesmo tour com a gente, voltamos ao nosso quarto e caímos na cama. Mortos de cansados pelo primeiro, intenso, radical e fodástico dia de Inca Jungle rumo à Machu Pichu!

 


 

Gastos do dia:

O downhill, o rafting e as refeições, transportes e hospedagem do dia estavam inclusos no tour.
Inca Jungle: S./546 (para os 3 dias)
Água e biscoitos: S./14

Cotação (de Cusco)R$ 1 = S./0,91

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