Mais um dia pelo Titicaca, quase virei peixe.

Depois de um choque de cultura com danças típicas e roupas mais típicas ainda, dormir foi mole e acordar foi mais fácil ainda.

Tivemos uma ótima noite de sono que deixou claro o como nos sentimos em casa. Eram 7 hora da manhã, preparamos nossos pertence para irmos, abrimos a porta do quarto e nos deparamos com isso.


IMG_9018Tiramos uma foto com nossa “nova” família e nos despedimos.IMG_9022Teodôncio nos levou até o porto da Ilha Amantini e a subida que tinha sido muito cansativa no dia anterior, se transformou uma descida de 30 minutos bem tranquila e muito bonita por sinal.

O nascer do sol nos deu uma puta experiência depois de um dia recheado de cultura local.IMG_9020IMG_9035IMG_9033

E isso é a gente acordando.

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Antes de chegarmos na ilha, fomos avisados pelos os guias que seria legal dar algo como gratidão pela hospedagem, mas infelizmente não tínhamos nada de muito valor naquele momento. Demos uma moeda de 1 real como recordação para nosso “pai” e entramos no barco.

Dentro do barco encontramos mais uma vez com Fernanda e Tatiana, que foram citadas no relato anterior. Elas foram pessoas muito significativas nesse nosso tour.

E por fim, mas não menos importante, o sentimento de acolhimento da família era tanto, que Teodôncio chegou a ficar no porto até nosso barco partir, foi a coisa mais linda e fofa que vimos naquele dia. E assim partimos.

Próxima parada Ilha Taquile

Depois de algumas horas no barco chegamos na Ilha Taquile. Não muito diferente das outras ilhas que passamos, mas com como sempre com aquela identidade que cada local carrega.

Durante o passeio nas ilhas eu estava com uma tosse tremenda e vivia tomando um chá de uma planta que o Teodôncio (nosso “pai”) havia me indicado para melhorar. Todas as ilhas que fomos tinham chá, por sorte isso não era uma individualidade da ilha da família.

Chegando lá fomos recebidos por um rebanho de ovelhas.

Caminhamos por uma trilha que beirava o lago Titicaca, que nos prestigiava com uma vista indescritível. Ela levava em direção a uma praça central da ilha. Caminhamos juntos com nossas amigas brasileiras Tatiana e Fernanda.

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Chegamos até a praça principal que tinha uma visão mais ampla sobre o lago e lojas que vendiam produtos típicos do local. Não cheguei a entrar, mas fiquei por ali curtindo a vista e me divertindo com uma placa que mostrava a distância de outros locais famosos pelo mundo como Rio de Janeiro, Londres, Los Angeles e outros.

E foi ali também que tiramos uma das fotos da viagem que mais me deixou apaixonado. Ela é simples, mas que expressa a nossa felicidade de estar um lugar lindo e com pessoas sensacionais.

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Mais felizes impossível né gente?

Vamos comer, to com fome.

Depois de toda a caminhada era hora de comer né?

Fomos almoçar em um restaurante local. Bem simples e com uma vista do caralho. Sim, do caralho.

Era como se fosse uma casa, sendo que o local onde os pratos eram servidos era na cobertura da casa, como um terraço. Podíamos ver uma ilha de um ótimo angulo enquanto almoçávamos.

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Lá ouvimos um morador explicar sobre alguns costumes locais da ilha, como por exemplo, como era o modo correto das pessoas usarem determinadas peças de roupa. De acordo com a cultura Inca, o tipo de roupa utilizada podia corresponder desde classe social ou até mesmo o estado civil do habitante.

Também tivemos mais um showzinho de músicas Incas, que foi prestado por um dos habitantes da ilha.

Logo depois fomos a caminho do cais e ai que vem a história doida.

NÓS PULAMOS NO TITICACA!!!!!

Bem, é real. Mas nada como uma experiência dessa, concorda?

O problema é que como vocês podem ver, estávamos agasalhados e estava um frio da porra por lá. Por sorte o sol deu uma esquentada e foi tranquilo, porém o água estava realmente gelada, apesar de bem clara e gostosinha.

Voltando de onde viemos

Chegou a hora de volta, nos secamos, voltamos para o barco e fomos em direção a Puno.

Nosso objetivo agora era pegar um ônibus para Copacabana, na Bolívia. Chegamos em Puno e fomos direto para rodoviária.

Chegamos a tomar uma cervejinha com nossas amigas e comer um pizza, mas tudo muito rápido já que tínhamos que nos preparar para mais uma viagem de ônibus.

Cansados, sujos e exaustos, infelizmente ou felizmente não conseguimos comprar a passagem por conta do horário, já que não iriamos chegar a tempo de atravessar a fronteira. Infelizmente porque perdemos uma noite, mas felizmente porque podíamos tomar banho e descansar para o dia seguinte. Conseguimos um hotel bem barato para descansar, ele tinha uma cama de casal e uma de solteiro. As meninas aproveitaram a oportunidade para tomarem um banho no nosso quarto de hotel e passarem o resto da noite conosco.

Nos despedimos delas e elas seguiram viagem, preparamos nossa mala, nossa cama e fomos descansar, porque o dia seguinte era a vez de atravessar pela primeira vez a fronteira entre Peru e Bolívia.

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