Um grande camelódromo

Depois de um dia cansativo e uma chegada à la clandestina na capital boliviana, por barco e estradas perigosas na noite anterior, nós não pensávamos em acordar cedo, principalmente eu e Raphael que ainda tínhamos esticado a noite no Hard Rock Cafe de La Paz. Logo, levantamos tarde.

O Loki Hostel não oferece desayuno gratuito, mas tem um cardápio bem deliciose de café da manhã com um preço ok em seu sky bar, que oferece também uma vista incrível da cidade com seu gigante cartão postal ao fundo, a montanha Illimani.

Vista do Sky Bar do Loki Hostel

Depois de satisfeitos, ajeitamos nossas vidas em nosso quarto e fomos explorar as ruas da capital boliviana.

Mercado de las Brujas

O hostel fica bem no centro, apenas a algumas ruas da Plaza Mayor e da Plaza Murillo, principais espaços públicos da cidade. Como precisávamos cambiar e pesquisar preços de alguns tours, fomos a rua Sagarnaga, indicada para as duas necessidades.

Plaza Mayor / Iglesia San Francisco

A rua fica na região conhecida como Mercado das Bruxas, uma zona de ruas estreitas e ladeiras de paralelepípedos que parecia vender de tudo em centenas de barraquinhas e lojinhas. Além de muito artesanato andino, o mercado é conhecido por vender diversas ervas e amuletos para tratamentos e rituais, um legado da cultura pré-colombiana aymara.

Mc Pollo

Depois de cambiarmos alguns bolivianos e comprarmos algumas coisas pelo mercado, como toucas e casacos para presente, fomos verificar o valor do tour de Downhill pela Estrada da Morte. Como já imaginávamos, estava bem caro comparado aos outros custos da Bolívia, principalmente na Xtreme, agência recomendada pela segurança e qualidade. Sendo assim, como já havíamos feito um downhill para chegar a Machu Picchu e pelo receio dos preços do Chile, preferimos desistir do tour.

Paramos para almoçar em um fast food regional de frango, parecia um Mc Donalds de frango. Pedimos nossos pratos com frangos que vieram com muito frango. E comemos rezando, principalmente Raphael, para que a fama de que a Bolívia não combina higiene com culinária fosse uma mentira. Estava delicioso.

Depois da barriga cheia de frango, andamos um pouco pelo centro, compramos mais algumas coisas, entre elas um casaco bem barato e uma calça térmica para mim. Depois voltamos ao hostel, onde fechamos por Bs100 o tour de Valle de La Luna + Chalcataya para o outro dia.

Cadê o supermercado??

Foi quando saímos a noite para procurarmos um mercado que pudemos constatar o que nos haviam falado no hostel: não tem supermercado no centro de La Paz e pelo o que me pareceu, eles não são tão comuns na Bolívia. Todo o comércio no centro é feito pelas barraquinhas de camelôs que ficam até tarde vendendo de tudo.

Como não sabíamos exatamente qual rua representava determinada seção do supermercado, paramos em uma mercearia que vendia biscoitos e compramos alguns para o tour do outro dia e cup noodles para jantarmos. Depois voltamos ao hostel, onde comemos e nos arrumamos para subir para o bar.

No Sky Bar, Raphael e Vitor beberam algumas cervejas e eu alguns drinks. Estava acontecendo uma competição de beer pong e o bar estava agitado, mas nada comparado a festa doida do dia anterior. Depois de bebermos, eu e Vitor ainda esticamos indo ao Hard Rock Cafe com alguns staffs do hostel que nos informaram ser a única boate aberta na segunda em La Paz. “Aberta”, em termos, porque estava vazio pra caramba, não ficamos nem 1 hora e resolvemos ir embora.

E voltando pelas ruas frias e desertas da capital mais alta do mundo, ainda fomos parados por um cara bêbado estranho que rapidamente, como sagazes cariocas, despiamos, e pudemos chegar sãos e salvos em nossas camas quentes.

 

 

 

 

 

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